A História do Papelão Ondulado
Entre as curiosidades históricas do papelão
ondulado - no período de 1856 a 2007 - está sua
ingênua, porém, engenhosa construção. O produto,
usado há mais de 100 anos, é até hoje fabricado
de forma moderna e inovadora. A seguir, vamos
conhecer os marcos importantes dessa história...
No Mundo
1856 - Dois ingleses obtiveram a patente para o
primeiro uso conhecido do papelão ondulado, como
proteção interna de chapéus. Naquele ano surgiu
também a primeira "onduladeira", um equipamento
muito simples, com dois rolos ondulados,
operados manualmente.
1871 - A primeira utilização do papelão ondulado
como embalagem ocorreu quando o norte-americano
Albert L. Jones obteve a patente para envolver
produtos frágeis, como garrafas, em embalagens
produzidas com essa matéria-prima.
1881 - Criada a primeira single facer
motorizada, introduzida na Inglaterra em 1883,
na Alemanha em 1886 e na França em 1888.
1895 - A primeira onduladeira que se tornou
conhecida foi projetada por Jefferson T. Ferres,
da empresa Sefton Manufacturing Co.
1903 - Um produtor de cereais usou, pela
primeira vez, uma caixa de papelão ondulado em
parede simples (capa/miolo/capa), conseguindo
aprovação oficial desse tipo de embalagem de
transporte.
1952 - Foi constituída a European Federation of
Corrugated Board Manufacturers (Fefco).
No Brasil
1935 - A primeira fábrica de papelão ondulado
foi constituída por João Costa e Ribeiro, que
introduziram em nosso mercado o ondulado de
parede simples, até então importado da Alemanha.
A produção de embalagens de papelão ondulado
experimenta rápido crescimento, acompanhando a
Revolução Industrial e respondendo à pronta
demanda por mais embalagens de transporte,
caminhando paralelamente às atividades
econômicas.
1974 - Foi fundada a Associação Brasileira do
Papelão Ondulado (ABPO). Em seu primeiro Anuário
Estatístico, a ABPO apontava que a produção de
papelão ondulado no Brasil havia aumentado de
220 mil toneladas em 1970 para 500 mil em 1974.
1987 - Lançado o Manual de Controle de
Qualidade, que tem servido a usuários e aos
fabricantes de embalagens e produtos de papelão
ondulado.
1999 - Criado o Glossário sobre Papelão
Ondulado, de grande valia como instrumento de
consulta aos profissionais do setor e aos
usuários de embalagens de papelão ondulado.
2002 - Elaborado o Folder Meio Ambiente,
informativo sobre a contribuição das embalagens
de papelão ondulado à proteção ambiental.
2003 - Lançada a Cartilha Papelão Ondulado -
Conheça a Produção e os Cuidados com o Papelão
Ondulado. Em outros tempos...
Muitas mudanças têm ocorrido desde o final do
século XIX, e um notável progresso foi alcançado
a partir da melhoria de matéria-prima,
equipamentos, processos de produção e técnicas
de impressão na embalagem de papelão ondulado.
Alguns exemplos merecem destaque:
O número de gramaturas do papel usado para
produzir papelão ondulado aumenta continuamente.
Assim, são inúmeras as possibilidades de
combinação de diferentes papéis para capas e
miolo. A produção e a produtividade da indústria
de papelão ondulado têm crescido rapidamente, e
o mesmo vem ocorrendo com as linhas de
envasamento dos usuários de papelão ondulado. A
informática tem revolucionado a indústria,
permitindo produções contínuas e agilizando o
trabalho do departamento de desenvolvimento de
embalagens e o processamento de pedidos.
Tais avanços, naturalmente, não chegaram ao fim;
a Era da Tecnologia da Informação está apenas
começando. Na última década, as novas técnicas
de impressão trouxeram as maiores mudanças,
como, por exemplo, o código de barras para
identificação de produtos, que exigiu
significativa melhoria da impressão das
embalagens de papelão ondulado; as chamadas "micro-micro"
ondas e papéis de alta qualidade, que têm
possibilitado impressões cada vez mais
sofisticadas, o que tem sido a porta de entrada
do uso do papelão ondulado como embalagem
primária.
2007 - Lançado, enfim, o Manual Hortifrutícola,
com o objetivo de instruir o usuário de
embalagem a preservar a qualidade dos produtos
embalados e transportados até o consumidor
final.
Por Paulo Sérgio Peres
Presidente da Associação Brasileira do Papelão
Ondulado.




